Definir o que fazer em Dubai é equilibrar o exagero moderno com a cidade antiga do outro lado do Creek. A metrópole dos Emirados junta o prédio mais alto do mundo, shoppings gigantes, deserto e praias em poucos dias. Quatro a cinco dias dão conta do essencial, com um passeio ao deserto incluído.
Um ponto prático primeiro: brasileiros têm isenção de visto para turismo por até 90 dias. Ainda assim, leve comprovante de hospedagem e passagem de volta, porque a entrada é avaliada na imigração.
O Burj Khalifa, com 828 metros, é o cartão de visitas da cidade. Os mirantes “At the Top” ficam nos andares 124 e 125; reserve online e escolha o horário do pôr do sol, que esgota rápido. Aos pés do prédio está o Dubai Mall, um dos maiores do mundo, com aquário, pista de gelo e centenas de lojas. À noite, a Fonte de Dubai faz shows de água e luz na base da torre, de graça.
O Museum of the Future, na Sheikh Zayed Road, é um museu imersivo sobre inovação e virou ícone da arquitetura local, com sua fachada em forma de anel. Já o Dubai Frame, no Zabeel Park, é uma moldura dourada gigante que enquadra a Dubai antiga de um lado e a moderna do outro — uma boa síntese da cidade.
A Palm Jumeirah é a ilha artificial em forma de palmeira, onde fica o resort Atlantis com parque aquático e aquário. Para conhecer o outro lado dos Emirados, feche um safári no deserto: o passeio de 4×4 pelas dunas costuma terminar com jantar, música e dança sob as estrelas — reserve com um operador com boa reputação.
Nem tudo é arranha-céu. No bairro histórico de Al Fahidi, as casas de vento tradicionais contam a Dubai anterior ao petróleo, com museus e cafés. Atravesse o Creek num abra (barco de madeira) por poucos dirhams e caia no Souk do Ouro e no Souk das Especiarias, em Deira — é o passeio mais barato e mais autêntico da cidade.
No fim de tarde, a Dubai Marina reúne arranha-céus, um calçadão à beira-mar e restaurantes. A praia da JBR, ao lado, é boa para relaxar e ver o sol se pôr. No bairro de Jumeirah fica o Burj Al Arab, o hotel em forma de vela, que rende ótimas fotos mesmo de fora.
O aeroporto internacional de Dubai (DXB) é um dos mais movimentados do mundo e fica perto do centro. Do terminal, a Linha Vermelha do metrô leva direto à estação Burj Khalifa/Dubai Mall. Compre um cartão Nol recarregável para usar metrô, ônibus e tram — é barato e prático, embora para o deserto e algumas praias o táxi seja necessário.
Dedique o primeiro dia ao Downtown: Burj Khalifa cedo, Dubai Mall e a Fonte de Dubai à noite. No segundo, conheça a Dubai antiga — Al Fahidi, a travessia de abra e os souks de Deira. Reserve o terceiro dia para a Palm Jumeirah e as praias, e o quarto para o safári no deserto, que costuma sair no fim da tarde.
É um roteiro que alterna o ar-condicionado dos shoppings com passeios ao ar livre nas horas mais frescas — importante num clima tão quente.
Dubai é conhecida pelas compras, dos shoppings climatizados aos souks tradicionais de ouro e especiarias. As praias públicas de Jumeirah e da JBR são gratuitas e bem estruturadas. À noite, a Dubai Marina e o Downtown concentram os melhores restaurantes e bares, sempre dentro de hotéis e locais licenciados para servir álcool.
Vá entre novembro e março, quando o clima fica agradável, em torno de 24 a 28 graus. Evite o verão, de junho a setembro, quando o calor passa dos 40 graus. Use roupas discretas em locais públicos e shoppings, e evite demonstrações de afeto em público; o álcool só é servido em bares e hotéis licenciados. Se a viagem cair no Ramadã, não coma nem beba em público durante o dia.
Dubai também é uma escala comum para quem segue à Ásia; se for o seu caso, veja também o que fazer em Tóquio. Para horários e ingressos, consulte o turismo oficial de Dubai e a bilheteria do Burj Khalifa.