Descobrir o que fazer em Quioto é mergulhar no Japão tradicional: a antiga capital imperial guarda mais de mil templos, ruas de madeira e o bairro das gueixas. Três dias dão conta dos destaques, que ficam espalhados entre o leste e o oeste da cidade.
Os templos abrem cedo e é aí que estão vazios. Por isso, comece a manhã pelos mais concorridos e deixe os mercados e os bairros para a tarde.
O santuário Fushimi Inari é a imagem-símbolo da cidade: milhares de portais vermelhos (torii) sobem o monte Inari. A entrada é gratuita e o local abre 24 horas, então vá antes das 8h ou ao anoitecer para caminhar sem multidão. A trilha completa até o topo leva de duas a três horas, mas dá para subir só um trecho.
O Kinkaku-ji é um templo zen revestido de folha de ouro que se reflete no lago à frente. Fica no noroeste da cidade e a entrada custa cerca de 500 ienes. Combine a visita com o jardim de pedras do Ryoan-ji, logo ao lado, um dos mais famosos do Japão.
No oeste de Quioto, Arashiyama reúne a famosa alameda de bambu, o templo Tenryu-ji e a ponte Togetsukyo sobre o rio. O bosque é gratuito e aberto o tempo todo; reserve meio período para a região, que rende boas caminhadas e tem cafés à beira do rio.
Gion é o bairro das gueixas, com casas de chá e ruas preservadas, no lado leste. Passear é gratuito, mas respeite as regras: fotografar as maiko sem permissão é proibido, e algumas vielas particulares vetam fotos por completo, com placas e multas.
Perto dali, o templo Kiyomizu-dera tem um terraço de madeira debruçado sobre a cidade. Suba pelas ladeiras de Ninenzaka e Sannenzaka, cheias de lojinhas de doces, cerâmica e casas de chá — é um dos trechos mais bonitos de Quioto.
No centro, o Nishiki Market é um corredor coberto de bancas de comida, apelidado de “cozinha de Quioto” — ótimo para almoçar experimentando picles, doces e espetinhos. A maioria das lojas abre das 9h às 18h.
Para terminar, o Ginkaku-ji (Pavilhão de Prata) fica junto à Philosopher’s Path, uma alameda arborizada à beira de um canal. É um passeio tranquilo, ideal para o fim de tarde, com templos menores pelo caminho.
Além da comida de rua do Nishiki, prove o tofu de Quioto e um doce de matcha numa casa de chá. Nos templos, siga a etiqueta local: fale baixo, não coma andando e tire os sapatos onde for indicado. Nas ruas de Gion, lembre-se de que as gueixas estão a caminho do trabalho, não posando para fotos.
De Tóquio, o trem-bala Shinkansen chega à estação de Quioto em cerca de 2h15 no serviço mais rápido. Vindo do aeroporto de Kansai (Osaka), o expresso JR Haruka leva por volta de 75 minutos. Na cidade, um passe diário de ônibus e metrô (cerca de 1.100 ienes) ajuda a circular entre os bairros afastados, já que muitos templos ficam longe das estações.
No primeiro dia, comece cedo por Fushimi Inari e siga para o leste, explorando Kiyomizu-dera, as ladeiras de Higashiyama e Gion no fim da tarde. Reserve o segundo dia para o oeste: Arashiyama, a floresta de bambu e o Tenryu-ji, com calma.
No terceiro dia, misture o norte e o centro: Kinkaku-ji e o Ryoan-ji pela manhã, o Nishiki Market no almoço e o Ginkaku-ji com a Philosopher’s Path à tarde. É um ritmo que respeita as distâncias e evita cruzar a cidade toda hora.
Quioto é uma base excelente para conhecer a região de Kansai. Osaka fica a cerca de 15 minutos de trem-bala, boa para gastronomia e vida noturna. Nara, a menos de uma hora, guarda um grande buda de bronze e cervos soltos no parque. Ambas cabem num bate-volta, se você tiver um dia extra.
A primavera, com as cerejeiras, e o outono, com as folhas vermelhas, são as estações mais bonitas — e as mais concorridas. Evite o verão, quente e úmido. Se você vai encadear as duas cidades, veja também o que fazer em Tóquio em 3 dias. Para horários e informações oficiais, consulte o turismo de Quioto e a agência nacional de turismo do Japão.