Pensar o que fazer em Seul é equilibrar palácios de quinhentos anos com bairros hipermodernos de tecnologia e K-pop. A capital da Coreia do Sul é enorme, mas bem conectada pelo metrô. Em três a quatro dias você cobre os destaques do centro e ainda sobra tempo para compras.
Antes de tudo, um lembrete prático: brasileiros não precisam de visto para turismo, mas o K-ETA (autorização eletrônica) costuma ser exigido. Confirme a regra vigente antes de comprar a passagem e solicite com alguns dias de antecedência.
O Gyeongbokgung é o maior dos palácios da dinastia Joseon, no distrito de Jongno. A cerimônia de troca da guarda acontece às 10h e às 14h, em frente ao portão Gwanghwamun, e o palácio fecha às terças. Uma dica: alugue um hanbok, o traje tradicional, numa das muitas lojas próximas e a entrada fica gratuita.
Entre dois palácios, a vila de Bukchon preserva ruas de casas tradicionais (hanok) com vista para a cidade moderna ao fundo. É uma área residencial, então circule em silêncio e respeite os moradores. A estação Anguk, da linha 3, fica a dez minutos a pé.
Ao lado, Insadong concentra artesanato, casas de chá e galerias, com destaque para o centro comercial em espiral Ssamziegil. É o melhor bairro para levar lembranças com cara local.
Myeongdong é o coração das compras e da comida de rua, com destaque para os cosméticos coreanos. O movimento cresce à noite, quando as barracas de street food tomam as calçadas com espetinhos, bolinhos e doces.
Do bairro, suba à Torre N Seoul, no monte Namsan, de teleférico. O fim de tarde é o horário clássico: dá para ver a cidade acender as luzes. Reserve cerca de duas horas para o passeio, incluindo a subida.
Cada bairro moderno tem a sua própria vibe. Hongdae é jovem e boêmio, cheio de música ao vivo e arte de rua. Gangnam representa o lado chique e futurista, com o gigantesco mall COEX e sua biblioteca fotogênica. Dongdaemun, por fim, é o polo de compras que quase não dorme, marcado pela arquitetura curva do DDP, com mercado noturno ao redor.
Para comer como um local, vá ao mercado Gwangjang, um dos mais antigos da cidade. Prove o bindaetteok (panqueca de feijão), o mayak gimbap e o yukhoe. Leve dinheiro ou o cartão de transporte, porque muitas barracas não aceitam cartão internacional. É uma refeição barata e memorável.
O aeroporto de Incheon (ICN) liga-se ao centro pelo trem AREX, que chega à Seoul Station em torno de 45 a 50 minutos no serviço expresso. Na cidade, compre um cartão T-money numa loja de conveniência: ele cobre metrô, ônibus e táxi, com desconto nas baldeações. Use o Naver Map ou o Kakao Map para as rotas, porque o Google Maps não funciona bem na Coreia.
Dedique o primeiro dia aos palácios e ao Bukchon, no eixo histórico de Jongno, terminando em Insadong. No segundo, misture compras e comida em Myeongdong e suba à Torre N Seoul no fim da tarde. Reserve o terceiro dia para o lado moderno, entre Hongdae, Gangnam e o COEX.
Com um quarto dia, encaixe o mercado Gwangjang, o DDP em Dongdaemun e um pouco de descanso — Seul cansa pelo tamanho, e vale intercalar caminhada e metrô.
Cartões internacionais funcionam na maioria dos lugares, mas leve algum dinheiro para as barracas de rua. Baixe o Naver Map ou o Kakao Map antes de chegar, já que o Google Maps é limitado na Coreia. Nos palácios e nas vilas de hanok, mantenha o tom baixo e respeite as placas — parte do charme de Seul está em como a cidade equilibra tradição e modernidade.
Vale destacar que Seul é uma das grandes capitais mais seguras do mundo, com metrô limpo e eficiente até tarde da noite. Isso deixa o viajante à vontade para comer nas ruas e explorar os bairros depois de escurecer, quando a cidade fica ainda mais animada.
A primavera (abril, com as cerejeiras) e o outono (de meados de outubro a novembro) têm o clima mais agradável. O verão é quente e chuvoso; o inverno, frio e seco, mas bonito com neve. Se o seu roteiro pela Ásia inclui o Japão, veja também o que fazer em Tóquio em 3 dias. Para planejar, consulte o guia oficial de turismo de Seul e o turismo da Coreia do Sul.