Planejar o que fazer em Viena é dividir o tempo entre palácios imperiais, museus de peso e a lenta cultura dos cafés. A capital austríaca foi o centro do império dos Habsburgo, e isso se vê em cada fachada. Três dias dão conta do essencial sem correria.
O centro histórico, a Innere Stadt, é o primeiro distrito e cabe a pé. As demais atrações ficam a poucas paradas de metrô, num sistema fácil de usar.
A antiga residência de verão dos Habsburgo é o cartão-postal da cidade e Patrimônio da UNESCO. Fica no distrito de Hietzing, e vale reservar meia manhã ou uma tarde inteira. Percorra os aposentos imperiais e depois suba até o mirante da Gloriette, no alto do jardim, para ver o palácio com a cidade ao fundo. Os jardins são gratuitos e enormes.
No coração da Innere Stadt, o complexo do Hofburg foi o palácio de inverno imperial. Lá dentro ficam a Câmara do Tesouro, com joias e a coroa imperial, e a Biblioteca Nacional, uma das mais bonitas da Europa.
A poucos passos, a Catedral de Santo Estêvão (Stephansdom) marca o centro com sua torre gótica e o telhado de azulejos coloridos. Quem encara os 343 degraus da torre sul é recompensado com uma vista aberta dos telhados.
O Belvedere é um palácio barroco cercado de jardins, no distrito de Landstrasse. Ali está “O Beijo”, de Gustav Klimt — a obra mais famosa da Áustria. Chegue cedo para vê-la sem aglomeração na sala e aproveite o resto do acervo de arte austríaca.
A Ringstrasse é o bulevar circular que substituiu as antigas muralhas e liga marcos como a Ópera Estatal, o Parlamento e a Prefeitura. Dá para percorrê-la a pé ou de bonde. No caminho fica o MuseumsQuartier, um dos maiores complexos de museus do mundo e ponto de encontro descontraído.
Para relaxar, o Prater guarda a histórica roda-gigante de Viena, símbolo da cidade desde o século XIX. É um bom programa de fim de tarde, especialmente com crianças.
O Naschmarkt é o maior mercado a céu aberto da cidade, com barracas de comida do mundo inteiro e uma feira de pulgas aos sábados. É o lugar para almoçar experimentando.
Em Viena, porém, sentar num café tradicional é um programa por si só. Nos Kaffeehäuser históricos, como o Café Central e o Café Sacher, ninguém apressa você a desocupar a mesa: um único café garante horas de permanência. Peça um Melange e uma fatia da clássica Sachertorte.
O aeroporto de Viena (VIE) liga-se ao centro pelo trem suburbano S7, em cerca de 25 minutos, pela tarifa padrão da cidade — mais barato que o City Airport Train. Na cidade, o transporte público (Wiener Linien) é excelente; um passe de sete dias sai por volta de 29 euros e compensa a partir de três dias de uso ativo. Comprar pelo aplicativo costuma sair mais barato.
A Ópera Estatal de Viena é uma das mais importantes do mundo e vende ingressos em pé por poucos euros no mesmo dia — a forma mais barata de assistir a um espetáculo na cidade. Chegue com antecedência para pegar um bom lugar.
Se o roteiro se concentra em atrações pagas, calcule se o Vienna Pass compensa: ele dá entrada em mais de 85 pontos e inclui ônibus turístico, mas só rende para quem visita muita coisa por dia. Reserve os palácios online para furar a fila, sobretudo Schönbrunn e Belvedere, que lotam no meio do dia.
Dedique o primeiro dia a Schönbrunn pela manhã e ao centro histórico à tarde, com a Catedral de Santo Estêvão e o Hofburg. No segundo, veja o Belvedere e “O Beijo” cedo, almoce no Naschmarkt e caminhe pela Ringstrasse. Guarde o terceiro dia para os cafés, o MuseumsQuartier e a roda-gigante do Prater ao pôr do sol.
Abril e maio, além de setembro e início de outubro, trazem clima ameno e menos turistas. Dezembro tem outra graça: os mercados de Natal tomam praças como a da Prefeitura, com luzes, artesanato e vinho quente. Se sobrar tempo na Áustria, veja também nosso guia com as atrações de Salzburgo. Para horários e ingressos, consulte o turismo oficial de Viena e o site do Palácio de Schönbrunn.